Diz
o slogan de uma famosa marca de tênis: “no
pain, no gain” (sem dor, não há ganho).
Mas será mesmo que precisamos ultrapassar nossos limites, treinar mesmo
com dor, digo, nós, meros mortais, pois no caso de atletas é bem diferente...
Tem atleta que compete mesmo com um osso quebrado...
Quando
ficamos muito tempo parados, ao realizar uma sessão de treinamento, é normal,
posteriormente, a musculatura envolvida ficar dolorida, por alguns fatores:
- a dor muscular imediata (aguda),
normalmente é associada à produção de ácido láctico, que acontece durante a
atividade (esse é metabolizado, removido, após algumas horas. Antes
acreditava-se ser só ele o responsável pela dor);
- a dor muscular tardia (cerca de
24h à 48h depois), ocasionada, geralmente, por microlesões que acontecem na
musculatura (os músculos sofrem um dano para depois se tornarem “mais fortes”-
é um processo fisiológico natural).
Por
isso que seu professor sempre pede para você começar a musculação, por exemplo,
fazendo só uma série de cada exercício, ao invés de três. E muitos não
respeitam tal conselho, exagerando logo no primeiro dia e ficando uma semana
sem conseguir andar direito. E pior, alguns nem retornam mais. A carga, a
duração, a intensidade, dentre outras coisas, devem ser trabalhadas de maneira
progressiva, evitando-se lesões.
Isso
também explica a importância de alternarmos a musculatura trabalhada numa
sessão de musculação (por exemplo, terças e quintas trabalha-se a musculatura
superior, segundas e quartas a inferior). Veja: se você trabalha o seu braço
hoje, ele vai sofrer todo aquele processo das microlesões, para que possa se
tornar “mais forte”. Se no dia seguinte você trabalha de novo o seu braço, você
terá novas microlesões, não dando tempo dessa musculatura se recuperar
plenamente. Nesse caso, a maior probabilidade de você ganhar alguma coisa será
a de ganhar uma lesão.
No
caso da corrida, como outro exemplo, o ideal é você variar a intensidade. Tem
gente que quer fazer corridas longas todos os dias, correr de manhã e de tarde,
correr todos os dias da semana! O corpo não terá tempo de se “regenerar” do
esforço, e vai acumulando danos – e muitas vezes, a pessoa acaba se machucando (tem gente
que consegue o que chamamos de fratura por stress - fissuras microscópicas
dos ossos, causadas por uma soma de impacto - de tanto treinar). Às
vezes, é melhor não fazer nada em um dia e no dia seguinte seu treino render bem
mais. Caso você vá participar de alguma prova, o ideal, um dia antes, é não treinar,
se hidratar, comer e dormir bem. Pensa bem: você não vai perder condicionamento
físico se não correr um dia, nem muito menos ganhar. Descansar também é parte essencial
do treino.
Uma
das coisas mais importantes quando nos propomos a começar uma atividade física,
é a regularidade. Não adianta treinar todos os dias em uma semana e sumir na
semana seguinte. Muitas pessoas acham que a gente passa a faculdade inteira de
Educação Física jogando bola, mas acredite, lá estudamos!!! rsrs. Peça
orientação para um profissional que você tenha confiança. Treine direitinho e
sem desespero de alcançar resultados rapidamente e de forma irresponsável,
colocando em risco sua saúde.
Caso
você esteja com uma dor persistente, mesmo após uma semana de ter começado a
atividade física, ou com algum incômodo na coluna ou articulações, é importante
relatar isso ao seu professor, para que ele possa readaptar o seu treino, ou,
se for o caso, procurar ajuda médica.
Treinar de maneira correta e segura é a melhor
forma de chegar aos resultados desejados mais rapidamente.
MEXA-SE
REMEXA-SE
E DESCANSE...
BJS
Por Alessandra Abramo
Personal Trainer – Especialista
em Treinamento Desportivo