segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

SEM DOR NÃO HÁ GANHO?

                        Diz o slogan de uma famosa marca de tênis: “no pain, no gain” (sem dor, não há ganho).  Mas será mesmo que precisamos ultrapassar nossos limites, treinar mesmo com dor, digo, nós, meros mortais, pois no caso de atletas é bem diferente... Tem atleta que compete mesmo com um osso quebrado...
                Quando ficamos muito tempo parados, ao realizar uma sessão de treinamento, é normal, posteriormente, a musculatura envolvida ficar dolorida, por alguns fatores:
- a dor muscular imediata (aguda), normalmente é associada à produção de ácido láctico, que acontece durante a atividade (esse é metabolizado, removido, após algumas horas. Antes acreditava-se ser só ele o responsável pela dor);
- a dor muscular tardia (cerca de 24h à 48h depois), ocasionada, geralmente, por microlesões que acontecem na musculatura (os músculos sofrem um dano para depois se tornarem “mais fortes”- é um processo fisiológico natural).
                Por isso que seu professor sempre pede para você começar a musculação, por exemplo, fazendo só uma série de cada exercício, ao invés de três. E muitos não respeitam tal conselho, exagerando logo no primeiro dia e ficando uma semana sem conseguir andar direito. E pior, alguns nem retornam mais. A carga, a duração, a intensidade, dentre outras coisas, devem ser trabalhadas de maneira progressiva, evitando-se lesões.
                Isso também explica a importância de alternarmos a musculatura trabalhada numa sessão de musculação (por exemplo, terças e quintas trabalha-se a musculatura superior, segundas e quartas a inferior). Veja: se você trabalha o seu braço hoje, ele vai sofrer todo aquele processo das microlesões, para que possa se tornar “mais forte”. Se no dia seguinte você trabalha de novo o seu braço, você terá novas microlesões, não dando tempo dessa musculatura se recuperar plenamente. Nesse caso, a maior probabilidade de você ganhar alguma coisa será a de ganhar uma lesão.
                No caso da corrida, como outro exemplo, o ideal é você variar a intensidade. Tem gente que quer fazer corridas longas todos os dias, correr de manhã e de tarde, correr todos os dias da semana! O corpo não terá tempo de se “regenerar” do esforço, e vai acumulando danos – e muitas vezes, a pessoa acaba se machucando (tem gente que consegue o que chamamos de fratura por stress - fissuras microscópicas dos ossos, causadas por uma soma de impacto - de tanto treinar). Às vezes, é melhor não fazer nada em um dia e no dia seguinte seu treino render bem mais. Caso você vá participar de alguma prova, o ideal, um dia antes, é não treinar, se hidratar, comer e dormir bem. Pensa bem: você não vai perder condicionamento físico se não correr um dia, nem muito menos ganhar. Descansar também é parte essencial do treino.
                Uma das coisas mais importantes quando nos propomos a começar uma atividade física, é a regularidade. Não adianta treinar todos os dias em uma semana e sumir na semana seguinte. Muitas pessoas acham que a gente passa a faculdade inteira de Educação Física jogando bola, mas acredite, lá estudamos!!! rsrs. Peça orientação para um profissional que você tenha confiança. Treine direitinho e sem desespero de alcançar resultados rapidamente e de forma irresponsável, colocando em risco sua saúde.
                Caso você esteja com uma dor persistente, mesmo após uma semana de ter começado a atividade física, ou com algum incômodo na coluna ou articulações, é importante relatar isso ao seu professor, para que ele possa readaptar o seu treino, ou, se for o caso, procurar ajuda médica.
 Treinar de maneira correta e segura é a melhor forma de chegar aos resultados desejados mais rapidamente.               
MEXA-SE
REMEXA-SE
E DESCANSE...
BJS
Por Alessandra Abramo

Personal Trainer – Especialista em Treinamento Desportivo

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